Por José Adriano
No status atualizado da NFS-e Nacional, a adesão dos municípios praticamente fechou o ciclo. Estamos falando de 5.487 entes conveniados em um universo de 5.571, ou seja, só 84 ainda não conveniaram, algo perto de 2%.
Nas últimas semanas, como esperado, tivemos uma aceleração: Já temos cerca de 71% dos municípios em produção, com quase 4 mil em status operacional, e o restante dividido entre configurados, ativos na plataforma e em processo de configuração. Esse salto tem cara de corrida de implantação, até porque o ambiente de testes só ficou disponível em 10/12/2025 e o de produção em 05/01/2026. Resultado: muita gente implementando com o carro andando, o que aumenta a chance de assimetrias entre municípios, ajustes de regras e retrabalho.
Aliás, os primeiros dias de janeiro deixaram isso escancarado: tivemos muitos problemas e instabilidades, principalmente em emissores locais. E aqui está o ponto que importa para empresas e fornecedores: a adesão ao Emissor Nacional tem sido muito baixa, em torno de 12%, enquanto 88% seguiram pelo caminho da integração, mantendo emissão em plataformas próprias/locais e apenas conectando ao ambiente nacional.
Na prática, é justamente dentro desses 88% que o risco operacional aumenta no curto prazo, porque integração significa web services, autenticação, eventos, contingência e gestão de mudanças em ritmo acelerado, além da dependência do ecossistema de provedores.
O lado bom é que a padronização tende a reduzir “gambiarras” no médio prazo e preparar terreno para o que vem com a Reforma; o lado ruim é tentar atravessar essa fase sem controle de risco e sem plano B: valide seu fornecedor, teste emissão, recepção e eventos ponta a ponta, revise cadastros e regras de serviço, e monitore diariamente os municípios críticos.
Status atualizado em https://www.gov.br/nfse/pt-br/municipios/monitoramento-adesoes/municipios-aderentes