Antonio Maciel Neto construiu uma sólida carreira como executivo. Sua tragetória inclui o comando da Cecrisa, da área de cerâmica, do grupo Itamarati, de infraestrutura, e da subsidiária da Ford. À frente da Suzano Papel e Celulose, ele enfrenta um de seus maiores desafios. Para tocar um ambicioso plano de investimentos, com desembolso previsto de R$4 bilhões apenas em 2012, a companhia acabou ampliando seu endividamento, o que deixou os analistas desconfiados.
“Estamos apanhando porque fomos ousados”, diz ele. Nesta entrevista, Maciel Neto fala de seus planos à frente da empresa e defende medidas para reduzir a carga tributária, especialmente sobre os investimentos. “Antes de produzir a primeira tonelada de celulose na fábrica do Maranhão, já estamos pagando tributos” afirma. “A unidade é apenas uma fábrica de impostos.” …
Dinheiro – Uma das principais bandeiras da Bracelpa, que representa o setor, tem sido a desoneração dos investimentos. Em que isso prejudica a Suzano?
Maciel – No nosso caso específico posso dizer que o investimento de R$5,5 bilhões já inclui uma despesa equivalente a 17% apenas com impostos. Desse montante, só conseguiremos compensar depois cerca de 7% em forma de crédito tributário. Uma verdadeiro absurdo porque nenhum país do mundo tributa investimento. …
Por Rosenildo Gomes Ferreira
Matéria na íntegra Revista ISTOÉ Dinheiro – 01 Fev/2012 – Edição 747