Reforma Tributária é um dos desafios que vão redefinir os CSCs em 2026

Após um ciclo marcado por entregas concretas e ganhos de eficiência, os Centros de Serviços Compartilhados entram em 2026 diante de um cenário ainda mais exigente e desafiador. A redução de custos, a expansão do escopo e a implementação de novas tecnologias consolidaram o valor do modelo em 2025. No entanto, em 2026, os CSCs brasileiros preparam-se para novos desafios, como a transformação digital e a adaptação regulatória.

Com base nos dados do Relatório MIA, Realizações 2025 e Perspectivas para 2026, elaborado pelo IEG, é possível identificar com clareza os desafios que passam a ocupar o centro da agenda estratégica dos CSCs. . 

Nesse contexto, o Relatório MIA destaca três desafios que se consolidam como centrais para a agenda dos CSCs em 2026: a automatização dos processos, o aumento da produtividade e a redução de custos. Esses temas lideram as prioridades dos gestores e refletem a necessidade de evoluir o modelo para um formato mais digital, eficiente e sustentável. No gráfico “Principais desafios dos CSCs para 2026”, é possível visualizar não apenas esses três principais desafios, mas também outros fatores relevantes que compõem o cenário completo enfrentado pelos CSCs ao longo de 2026.

Automatização dos processos como prioridade estratégica

A automatização dos processos surge como o principal desafio para 2026, citada por 83% dos CSCs. Esse dado reflete uma mudança relevante de maturidade: a discussão deixa de girar em torno da adoção pontual de tecnologia e passa a focar na automatização em escala, integrada aos processos críticos da operação.

Em 2025, os CSCs consolidaram uma base tecnológica importante, com 58% implementando novas tecnologias e 55% registrando ganhos de eficiência. Essa base cria as condições para um movimento mais ambicioso, em que a automatização se torna o principal vetor de produtividade, sustentabilidade operacional e competitividade.

O relatório indica que a automatização vem acompanhada de maior disciplina em processos. Cerca de 78% dos CSCs já realizam o mapeamento dos fluxos antes de automatizá-los, utilizando metodologias padronizadas. Esse comportamento evidencia que o foco não está apenas em automatizar, mas em revisar, simplificar e padronizar processos como pré-requisito para ganhos reais de eficiência.

Aumento da produtividade em um cenário de restrição

O aumento da produtividade aparece como o segundo principal desafio, citado por 72% dos CSCs. Embora seja um tema recorrente na história dos Centros de Serviços Compartilhados, ele assume novos contornos em 2026, especialmente diante da pressão orçamentária.

O relatório mostra que 44% dos CSCs planejam reduzir o orçamento geral em 2026. Nesse contexto, a produtividade deixa de ser apenas um objetivo operacional e passa a ser uma necessidade estrutural. A absorção de novos volumes, a expansão de escopo e a manutenção dos níveis de serviço dependerão cada vez mais da combinação entre tecnologia, automação e gestão orientada por dados.

A análise por tempo de operação reforça essa leitura. CSCs mais jovens sentem maior pressão por produtividade para provar o valor do modelo recém-implementado. Já centros mais maduros direcionam esforços para produtividade incremental, sustentada por automação, revisão de SLAs e uso intensivo de dashboards de desempenho.

Redução de custos como desafio contínuo

Empatada com a produtividade, a redução de custos segue como um dos principais desafios para 72% dos CSCs em 2026. Em 2025, esse tema foi a principal realização do modelo, com 64% dos Centros apontando a redução de custos como o maior ganho do ano.

Para 2026 o desafio não está apenas em continuar reduzindo despesas, mas em sustentar esse resultado em um ambiente mais restritivo e complexo. O relatório evidencia um paradoxo estratégico relevante: ao mesmo tempo em que quase metade dos CSCs precisa operar com menos orçamento, 83% pretendem aumentar os investimentos em Inteligência Artificial.

Esse movimento indica uma substituição consciente de custos operacionais tradicionais por tecnologia escalável. A redução de custos passa a estar diretamente ligada à automatização, ao uso de IA e à eliminação de ineficiências estruturais, e não apenas a cortes lineares ou redução de equipes.

Perspectivas para os CSCs em 2026

O ano de 2026 será um ano decisivo para os Centros de Serviços Compartilhados. Automatizar processos em escala, elevar a produtividade sem ampliar estruturas e sustentar a redução de custos em um cenário de pressão orçamentária formam o tripé estratégico que redefine o papel do CSC.

FONTE: IEG – MIA

Mais do que um centro de eficiência operacional, o CSC passa a ser cobrado como um hub de tecnologia, inteligência e valor para o negócio. Aqueles que conseguirem equilibrar disciplina de processos, automação estruturada e decisões orientadas por dados estarão mais preparados para sustentar crescimento, garantir conformidade e se consolidar como ativos estratégicos nas organizações.

Desafios que vão redefinir os CSCs em 2026

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